Consórcio de culturas eleva renda no centro-oeste de SP
Produtores do interior paulista diversificam plantio para otimizar terra e multiplicar ganhos.
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Prática antiga que combina diferentes plantações no mesmo espaço ganha força entre produtores rurais paulistas, otimizando o uso da terra e ampliando a receita das propriedades.
Produtores rurais do centro-oeste paulista estão adotando o consórcio de culturas para diversificar a produção, otimizar o uso da terra e da mão de obra, e ampliar a renda. A estratégia consiste em gerar receita com culturas de ciclo curto enquanto se aguarda o desenvolvimento de plantações de longo prazo, como macadâmia ou frutas cítricas.
Em Bocaina, o produtor Edwin Montenegro cultiva 10 variedades em uma área de 20 hectares. Já em Itápolis, o agricultor Agnaldo Magalhães mantém sete culturas diferentes em 10 hectares desde 2024. Magalhães planeja inovar ainda neste ano com o plantio de banana e a introdução de 2,6 mil pés de cacau em sua propriedade.
Além do ganho financeiro imediato, a técnica traz benefícios ambientais. Segundo o engenheiro agrônomo Arnaldo Fernandes da Costa, o consórcio favorece o ecossistema local. “As plantas se ajudam, oferecendo conforto térmico e prevenindo erosão”, afirma o especialista.