Colheita nos EUA derruba cotação do milho na Bolsa de Chicago
Safra recorde nos EUA e exportações lentas derrubam preços do grão na Bolsa de Chicago.
(Reprodução/Investing BR Economia)
O avanço da safra norte-americana e o ritmo lento das exportações pressionaram os contratos futuros do grão, que registraram o menor valor em quatro meses.
Na terça-feira (3), o milho recuou seis centavos, encerrando a sessão a US$ 4,4225 por bushel na Bolsa de Chicago (CBOT). A tendência de queda se manteve na quarta-feira (4), quando o contrato com vencimento para dezembro de 2026 operou abaixo de US$ 4,40, atingindo a mínima intradiária de US$ 4,3850. O movimento reflete a redução de posições compradas por parte de fundos de investimento e operadores de mercado.
A principal causa para a desvalorização é a entrada da fase final da colheita nos Estados Unidos, que amplia significativamente a oferta disponível. Além disso, a forte concorrência internacional tem limitado a sustentação dos preços, ofuscando vendas pontuais expressivas, como o recente acordo de 1,7 milhão de toneladas destinado ao México.
O desempenho das vendas externas norte-americanas permanece aquém do registrado no ano anterior. Segundo Rich Nelson, estrategista-chefe da consultoria Allendale, o cenário exige cautela. "Ainda temos um longo caminho a percorrer para compensar o ritmo de exportação, que está bastante decepcionante no momento", afirmou o analista.
Agora, as atenções do mercado se voltam para o próximo relatório de estimativas de oferta e demanda mundial (WASDE), que será divulgado na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Analistas não projetam alterações drásticas nos fundamentos antes da consolidação dos números finais da atual colheita.
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