Casa Branca adia audiência de governadora do Fed para dezembro
Audiência sobre fraude hipotecária contra governadora do Fed é remarcada para dezembro após pedido de Trump.
(Reprodução/Investing BR Economia)
A Casa Branca decidiu postergar para dezembro a audiência presencial que investigará as acusações de fraude hipotecária contra Lisa Cook, governadora do Federal Reserve (Fed). O encontro, que estava inicialmente marcado para 5 de novembro de 2026, faz parte de um processo conduzido pelo governo do presidente Donald Trump, que busca a destituição de Cook do cargo há mais de um ano.
O adiamento foi confirmado por Kevin Hassett, principal assessor econômico de Trump. Segundo ele, o presidente solicitou a um grupo restrito a condução de um processo justo para avaliar as informações antes de decidir os próximos passos. Hassett afirmou que a equipe da Casa Branca tem trabalhado em conjunto com os representantes de Cook e que acredita haver um acordo para uma reunião em dezembro.
Apesar da declaração do assessor, a equipe jurídica da governadora do Fed não confirmou a existência de uma data definida para o encontro. Anteriormente, a defesa de Cook havia informado que ela não estaria disponível para qualquer audiência antes da reunião de política monetária do Fed, que está agendada para os dias 8 e 9 de dezembro de 2026.
O comitê responsável pela investigação é formado por Kevin Hassett, Andrea Lucas, presidente da Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego (EEOC), e Keith Sonderling, diretor interino do Escritório de Ética Governamental. O grupo avalia as alegações de que Cook teria cometido fraude em documentos hipotecários no ano de 2021.
A tentativa de remoção de Lisa Cook ganhou novos contornos em junho de 2026, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos determinou que o presidente não pode demiti-a sem justa causa. A decisão estabeleceu, no entanto, que a destituição seria possível caso fosse oferecida a ela a oportunidade de se defender contra evidências que justificassem a medida.
Em um memorando divulgado em 7 de outubro, Donald Trump defendeu sua posição, afirmando que é seu dever garantir a execução fiel das leis, o que inclui a demissão de subordinados que não sejam confiáveis. Por outro lado, Lisa Cook e sua equipe jurídica negam veementemente as acusações de irregularidades. A defesa classifica o processo como um pretexto político para retirá-la do Federal Reserve, motivado por divergências em relação à política de taxas de juros do país.
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