Banco Central avalia 143 pedidos de licença para setor cripto
Regulador recebeu 143 solicitações para operar com criptoativos no país, com foco em governança e segurança.
(Reprodução/Finsiders Brasil)
O Banco Central (BC) encerrou no dia 30 de outubro de 2026 o prazo para que empresas solicitem a licença de Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (PSAV). Ao todo, a autoridade monetária contabilizou 143 pedidos de autorização para atuar no mercado de criptomoedas brasileiro.
Do montante total de solicitações protocoladas, 119 ainda aguardam análise do regulador. Esse grupo é composto por 72 intermediárias, 46 corretoras e uma instituição custodiante. Além dos processos pendentes, o BC já concedeu autorização para 24 empresas operarem no país, enquanto um pedido foi oficialmente indeferido.
Entre as 24 instituições que já possuem o aval do Banco Central, 16 planejam atuar exclusivamente com intermediação, e oito também oferecerão serviços de custódia de ativos. A lista de interessados reúne bancos, corretoras de câmbio e de valores mobiliários, além de grandes plataformas especializadas no setor de criptoativos. O volume de pedidos registrou um salto na reta final, passando de apenas sete nomes oficiais um mês antes do encerramento para 62 no último dia do prazo.
A exigência de licenciamento integra a nova regulação do mercado de criptoativos no Brasil, definida pelas Resoluções BCB nº 519 e 520. O objetivo é submeter as empresas a regras rígidas de governança, gestão de riscos e prevenção à lavagem de dinheiro, alinhando-as às práticas das instituições financeiras tradicionais. As companhias que não apresentaram o pedido de licença dentro do prazo estipulado têm um mês, a contar de 30 de outubro, para encerrar suas atividades de maneira ordenada.
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