Ata do BC alerta para fraudes complexas em recebíveis e BaaS
Criptoativos e novas tecnologias impulsionam golpes mais elaborados contra o sistema financeiro, exigindo maior vigilância.
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O Banco Central do Brasil (BC) manifestou preocupação com o aumento da complexidade dos ataques cibernéticos e das fraudes financeiras no país. O alerta consta na ata da 66ª reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), divulgada em 2 de setembro de 2026, que aponta o uso crescente de criptoativos para a ocultação de recursos ilícitos.
O documento, referente aos encontros realizados no final de agosto, destaca incidentes recentes envolvendo o ecossistema de recebíveis de arranjos de pagamento e os riscos operacionais atrelados ao modelo de Banking as a Service (BaaS). Segundo o comitê, os ativos virtuais têm funcionado como o principal canal de escoamento do dinheiro obtido por meio dessas infrações. O ataque multimilionário contra a C&M Software, ocorrido em 2025, foi citado como um exemplo histórico de crime de grande proporção contra o Sistema Financeiro Nacional.
O cenário reflete a posição do Brasil como um dos principais alvos globais de ataques a instituições financeiras, impulsionado pela alta digitalização e pelo uso intensivo de pagamentos instantâneos. Diante disso, o Comef enfatizou que os agentes integrantes dos ecossistemas de recebíveis e BaaS têm a responsabilidade de reforçar seus mecanismos de governança, gestão de riscos, controles internos e prevenção a fraudes.
Para mitigar as vulnerabilidades observadas, o Banco Central informou que continuará intensificando suas ações regulatórias e de supervisão. O objetivo da autoridade monetária é elevar os padrões de segurança e preservar a integridade operacional do mercado financeiro nacional frente às novas ameaças.