Ações de fintechs brasileiras despencam após eleição de Lula
Ações de empresas de tecnologia financeira listadas nos EUA sofrem com incertezas pós-eleição e novas regulações.
(divulgação/PicPay)
As sete empresas do setor listadas nos Estados Unidos registraram forte volatilidade na primeira semana pós-eleição, com o PicPay acumulando queda de 22%.
O mercado financeiro reagiu negativamente ao resultado das urnas no domingo (25 de outubro), que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Na segunda-feira (26), primeiro pregão após o pleito, todas as sete fintechs brasileiras negociadas no exterior operaram em baixa.
Ao final dos cinco dias de negociações, o saldo permaneceu negativo para a maioria do setor. Cinco das sete companhias encerraram a semana no vermelho, lideradas pelo derretimento das ações do PicPay (PICS), banco digital controlado pela holding J&F. Na contramão do pessimismo, apenas duas empresas conseguiram fechar o período em alta: a Stone, que avançou 8,8%, e o PagBank (PAGS), que seguiu um desempenho positivo semelhante.
A forte reação do mercado reflete a frustração de investidores que precificavam uma vitória de Flávio Bolsonaro. O cenário macroeconômico agora é marcado por incertezas em relação à política fiscal do novo mandato e à trajetória da taxa básica de juros (Selic). Além disso, o setor financeiro tecnológico enfrenta a perspectiva de regras mais rígidas do Banco Central, especialmente voltadas ao Open Finance e ao controle do endividamento das famílias.
Diante do novo cenário político e regulatório, as empresas do segmento buscam articular canais de diálogo com o governo eleito e o Congresso Nacional. As principais pautas das fintechs incluem a busca por previsibilidade tributária, melhores condições para a oferta de crédito e a renegociação de prazos para o cumprimento das novas exigências estabelecidas pela autoridade monetária.
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