Notícias 24h no WhatsApp

Assine o Not Journal

Receba notícias em tempo real, análises profissionais e acesso ao Terminal Web.

Plano Básico
WhatsApp + Terminal básico
R$19,90 /mês
WhatsApp 24 Horas
Notícias por temas
Terminal Web básico
Começar Agora
Plano Completo
WhatsApp + Terminal Premium
R$299,90 /mês
Tudo do Básico
Terminal Web completo
Análises profissionais
Começar Agora

Achado da Petrobras no Amapá reacende disputa por royalties

Achado de petróleo na costa do Amapá reaviva discussão sobre aplicação de futuros royalties e desenvolvimento regional.

Not Journal 07 Sep 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A confirmação de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, trouxe à tona as discussões sobre a destinação de futuras compensações financeiras. O anúncio da Petrobras, feito em meados de agosto de 2026, reabriu o debate nacional sobre como estados e municípios poderão utilizar os royalties para o desenvolvimento regional e a transição energética.

Localizado no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, o poço encontra-se em uma região com lâmina d'água de 2.886 metros. A perfuração, que deve ultrapassar os 7 mil metros de profundidade, comprovou a existência de um sistema petrolífero ativo na Margem Equatorial, área considerada estratégica para a recomposição das reservas nacionais da estatal.

Apesar do avanço, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ressaltou que o achado ainda não é classificado como uma descoberta comercial. "É uma descoberta, mas ainda não é uma descoberta comercial. Agora, nós vamos continuar furando o poço até o fundo", explicou a executiva, acrescentando que o resultado "esquenta toda a área" e anima a companhia na direção de uma nova província petrolífera. Os trabalhos de delimitação seguem para avaliar o volume e a viabilidade econômica do projeto.

No cenário político, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comemorou o resultado, projetando que o Amapá pode assumir um papel de protagonista econômico. Contudo, a exploração na região esbarra em um histórico de tensões. O processo de licenciamento ambiental foi longo e controverso, com uma negativa do Ibama em 2023 antes da autorização concedida em outubro de 2025. O embate reflete a dificuldade de conciliar a ampliação da produção de combustíveis fósseis com os compromissos de preservação da Amazônia.

Como próximo passo, a Petrobras já formalizou junto ao Ibama o pedido de autorização para perfurar outros três poços no mesmo bloco. Até o momento, não há previsão para a concessão dessas novas licenças ambientais, mantendo em compasso de espera os desdobramentos econômicos e as avaliações de impacto na região.

Compartilhar