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Venda de carne bovina aos EUA bate recorde após bloqueio europeu

Isenção de tarifas nos EUA e restrições na Europa impulsionam recorde histórico nas vendas de carne bovina brasileira.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

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O envio de carne bovina do Brasil para os Estados Unidos registrou um salto histórico de 524,3% em setembro de 2026, impulsionado pela isenção de tarifas americanas e coincidindo com a suspensão de compras pelo mercado europeu.

De acordo com um levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), o mercado norte-americano importou 44,44 mil toneladas de carne in natura brasileira apenas no mês de setembro. O volume estabelece um novo recorde histórico, superando a marca de 44,13 mil toneladas registrada em abril de 2025. Ao somar os cortes processados e industrializados, o total exportado no período alcançou 48,3 mil toneladas.

O crescimento expressivo foi favorecido por uma medida do governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, que anunciou em agosto de 2026 a isenção temporária de sobretaxas para conter a alta dos preços internos. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Roberto Perosa, destacou que o acumulado do ano já soma 317,4 mil toneladas enviadas aos EUA, uma alta de 45%. Segundo ele, o movimento reforça a necessidade de o país manter diferentes destinos comerciais disponíveis.

A diversificação de mercados ganha relevância diante do atual cenário com a União Europeia. Desde o dia 3 de setembro de 2026, o bloco europeu suspendeu as certificações para a entrada de carnes, mel, pescados e ovos provenientes do Brasil. A restrição foi motivada pelo não atendimento às novas exigências sanitárias europeias referentes ao controle e rastreabilidade do uso de antimicrobianos na produção pecuária.

Para reverter o embargo, o Ministério da Agricultura e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mantêm negociações técnicas com as autoridades europeias. O ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, avalia o cenário como uma retração temporária e passageira, afirmando que o impasse não deve se perpetuar, embora ainda não haja uma data definida para a normalização das exportações para a Europa.

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