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TSE ordena remoção de notícia falsa sobre padroeira

Desinformação sobre senador e título de Nossa Senhora gera debate e decisão do TSE sobre "fake news do bem".

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

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Uma desinformação envolvendo o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil gerou intenso debate nas redes sociais e levou a uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O caso também levantou discussões sobre a suposta existência de "fake news do bem", sob o argumento de que a mentira teria o propósito de tirar votos da direita.

A controvérsia teve início na noite de 24 de setembro de 2026, quando começou a circular a falsa alegação de que Flávio Bolsonaro teria a intenção de retirar o título da santa. Segundo dados do Instituto DX (Democracia em Xeque), o tema alcançou 977,6 mil publicações e 8,5 milhões de interações até as 14h de 26 de setembro.

A notícia falsa baseou-se na distorção de um projeto de lei antigo (PL 2.623/2007), de autoria do ex-deputado federal Victório Galli, que propunha a retirada do título e já havia sido arquivado em 2008. O projeto foi erroneamente vinculado ao senador. A jornalista Maria Cristina Fernandes fez um comentário no programa "Em Pauta" (GloboNews) que foi associado à falsa intenção do candidato nas redes sociais. A emissora posteriormente corrigiu a informação e pediu desculpas.

Em 30 de setembro, o TSE definiu regras para a remoção de postagens que associassem, de forma direta e indubitável, o candidato à intenção de retirar o título da santa. O ministro André Mendonça, relator do caso, determinou que conteúdos apresentando como fato algo que não ocorreu poderiam ser removidos, enquanto opiniões e especulações ficariam de fora. Em 2 de outubro, o ministro oficiou as plataformas de redes sociais para a exclusão dos conteúdos.

Flávio Bolsonaro negou a autoria ou apoio a qualquer iniciativa nesse sentido, classificando o episódio como a "maior fake news dessa campanha". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou o caso no programa "Canal Livre", afirmando que não sabia se tratava de fake news, mas defendeu que "Nossa Senhora continuaria como Padroeira do Brasil porque o povo brasileiro quer e tem fé".

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