TSE fará revisão de fluxos após alta judicialização nas eleições
TSE analisa agilidade de decisões após recorde de processos eleitorais e busca otimizar procedimentos para garantir justiça célere.
Nunes Marques destacou hiperjudicialização e seus impactos no TSE durante campanha de 2026 (Leobark Rodrigues/Secom/TSE)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 2.265 processos originários durante as eleições gerais de 2026. O elevado volume de ações impactou o tempo de resposta da Corte e motivou o anúncio de uma reavaliação dos procedimentos internos para os próximos ciclos eleitorais.
Do total de processos contabilizados, a Justiça Eleitoral recebeu 827 representações e 446 pedidos de direito de resposta.
Em seu pronunciamento, Nunes Marques destacou que a hiperjudicialização da disputa política traz consequências diretas para a celeridade jurisdicional. O ministro ressaltou que cada processo exige análise técnica, contraditório e fundamentação, afirmando que a rapidez necessária em matéria eleitoral não pode se sobrepor à prestação adequada da Justiça. O objetivo da futura revisão é racionalizar o trabalho e aumentar a eficiência do tribunal.
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