Transição tributária exige estratégia de empresas, aponta fórum
Simplificação tributária promete clareza ao consumidor, mas exige planejamento financeiro das empresas.
Foto: Reprodução
O novo sistema de impostos brasileiro promete maior clareza ao consumidor, mas impõe desafios imediatos de planejamento financeiro para o setor produtivo durante o período de adaptação.
O debate ocorreu nesta terça-feira (13) durante o CB Fórum: Reforma Tributária na Prática, organizado pelo Correio Braziliense com apoio do Sebrae e da Febraban. Especialistas destacaram que, embora a mudança aprovada em 2025 vise simplificar a tributação sobre o consumo e eliminar a cumulatividade, a indefinição atual das alíquotas e a introdução de mecanismos como o recolhimento automático exigem antecipação por parte das companhias para evitar perdas de faturamento.
O advogado e professor de Direito Tributário do IDP, Pedro Júlio Sales D'Araújo, ressaltou o impacto estrutural das alterações. "A reforma tributária mexe de fato com a realidade das empresas, com a realidade dos contribuintes e com a realidade da sociedade", afirmou. O especialista também pontuou o problema histórico da falta de clareza no modelo vigente, lembrando que, atualmente, o consumidor não percebe o tributo por ele vir embutido nos preços das mercadorias e serviços.
A transição para as novas regras começou em janeiro de 2026 e tem previsão de término em 2033. No curto prazo, os pequenos negócios enfrentam uma decisão iminente: as empresas optantes pelo Simples Nacional têm até o dia 30 de outubro de 2026 para definir se permanecem no regime regular ou se aderem ao regime híbrido.
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