Tokenização de garantias avança entre bancos e corretoras
Ativos digitais prometem agilizar garantias e pós-negociação, mas interoperabilidade é desafio chave para o setor.
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Instituições financeiras brasileiras começam a direcionar esforços para o uso de ativos digitais na movimentação de garantias e na otimização de processos posteriores ao fechamento de operações. O movimento busca agilizar o mercado, mas esbarra em desafios de integração tecnológica.
O tema foi o foco de debates durante a B3 Week 2026, evento realizado em São Paulo, que reuniu executivos de instituições como Bradesco e Itaú, além de reguladores. A tokenização, que consiste na criação de representações digitais de ativos em redes eletrônicas, é vista pelo setor como uma ferramenta essencial para modernizar a etapa de pós-negociação financeira.
Apesar do otimismo com a tecnologia, os especialistas alertaram para o risco de fragmentação do sistema caso as diferentes redes desenvolvidas não sejam interoperáveis. Mesmo com as ressalvas, o mercado segue em expansão prática, com corretoras como a XP já preparando o lançamento de uma aplicação específica baseada nessa tecnologia para 2027.
Além dos ativos digitais, a modernização da infraestrutura de mercado envolve o uso intensivo de inteligência artificial. Durante a abertura do evento, o presidente da B3, Chris Egan, destacou que a bolsa já opera com 35 modelos de linguagem e mais de 3 mil agentes automatizados. Segundo o executivo, "a adoção dessas ferramentas reduziu em 40% o tempo necessário para entregar novos produtos".