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Stellantis admite falha do setor ao subestimar avanço chinês

Indústria automotiva ocidental falha em prever velocidade da ascensão chinesa no mercado de elétricos.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

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O presidente da Stellantis para a América do Sul, Herlander Zola, reconheceu que a indústria automotiva ocidental cometeu um erro de avaliação ao não prever a rápida expansão dos veículos eletrificados chineses no mercado global. A declaração foi feita na terça-feira (6 de outubro de 2026), em meio à crescente pressão competitiva enfrentada pelas montadoras tradicionais.

Segundo o executivo, o setor já sabia que o futuro seria focado na eletrificação, mas falhou ao mensurar a velocidade dessa transição. Zola destacou o impacto direto no Brasil, onde a participação de mercado das marcas chinesas saltou de 9% no ano passado para 17% no acumulado deste ano, ultrapassando a marca de 25% no último mês. "Essa aceleração ninguém conseguia prever desse jeito", afirmou.

Apesar de manter a liderança na região, a Stellantis registrou uma queda de 2% nas vendas sul-americanas no segundo trimestre de 2026. Para recuperar a competitividade, o grupo, que detém marcas como Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, tem aprofundado parcerias globais com fabricantes como Leapmotor e Dongfeng, além de avaliar novas oportunidades de cooperação regional.

O cenário impõe desafios adicionais em mercados vizinhos. Na Argentina, a abertura comercial e os altos custos de produção têm pressionado as fábricas locais da companhia. Diante dessa realidade, a montadora estuda realizar ajustes no volume de produção ou até mesmo o fechamento de unidades no país, refletindo a necessidade de adaptação rápida ao novo panorama do setor automotivo.

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