Pular para o conteúdo

Soja avança em Chicago à espera de acordo entre EUA e China

Expectativa de maior demanda chinesa impulsiona cotações da soja nos EUA em meio a negociações comerciais.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Os contratos futuros de soja registraram alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta segunda-feira (21), impulsionados pela expectativa de que a China amplie as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos. O mercado reage às negociações comerciais em andamento entre as duas maiores economias globais.

O contrato da oleaginosa com vencimento em novembro fechou com valorização de 24,5 centavos, cotado a US$ 13,28 por bushel. A atenção dos investidores está voltada para a reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. O Ministério das Relações Exteriores chinês confirmou que Xi fará uma visita de Estado aos EUA entre os dias 23 e 25 de setembro de 2026.

Segundo Jim Gerlach, presidente da corretora A/C Trading, há um otimismo no mercado em relação aos possíveis resultados do encontro. Matt Ammermann, gerente de risco de commodities da StoneX, acrescenta que os preços estão sendo sustentados pela esperança de um acordo comercial ou da redução de tarifas por parte de Pequim. Operadores especulam que compradores privados chineses podem retomar aquisições expressivas caso uma tarifa de importação de 10% seja removida.

A China é o maior importador mundial de soja. Em maio, a Casa Branca informou que o país asiático se comprometeu a comprar pelo menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas americanos entre 2026 e 2028. Na última sexta-feira (18), o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) já havia anunciado a venda de 111 mil toneladas do grão para os chineses, referentes à safra 2026/27.

Apesar do otimismo atual com o mercado americano, o Brasil tem liderado o fornecimento recente para a China. Entre janeiro e agosto de 2026, as importações chinesas de soja dos EUA caíram 34% em relação ao mesmo período do ano anterior, somando 10,66 milhões de toneladas. No mesmo intervalo, as compras do produto brasileiro cresceram 5%, alcançando 55,14 milhões de toneladas.

Compartilhar