Saída da Tivit reduz mercado de provedores do BC a duas empresas
Regulamentação mais rígida do Banco Central reduz mercado de provedores de TI para apenas duas empresas.
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O Banco Central oficializou o descredenciamento da Tivit como Provedor de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI), movimento que reflete o aperto regulatório no setor e deixa apenas duas companhias ativas nesse segmento no país.
A saída da empresa foi publicada no Diário Oficial da União em 3 de setembro de 2026. Com essa decisão, o mercado de PSTIs, que contava com nove participantes em setembro de 2025, agora é composto apenas pelas empresas Gokei e JD. A redução drástica no número de provedores homologados ocorre em resposta às novas exigências estabelecidas pelo órgão regulador.
O encolhimento do setor é consequência direta das resoluções BCB nº 498 e 547, implementadas a partir do final de 2025. As normativas elevaram a régua de conformidade para as companhias, passando a exigir um capital mínimo de R$ 15 milhões, além de impor limites para transações via Pix e TED e demandar estruturas mais robustas de governança e gestão de riscos. Antes da Tivit, empresas como Topaz, Stark Infra e MAPS já haviam deixado o segmento, enquanto outras passaram por processos de saída ordenada.
Em nota, a Tivit afirmou que o descredenciamento representa uma evolução de seu modelo operacional e não significa a descontinuidade dos serviços prestados às instituições financeiras. A companhia continuará fornecendo software, processamento e serviços gerenciados, mas, a partir de agora, seus clientes realizarão a conexão de forma direta à infraestrutura do Sistema Financeiro Nacional (SFN), sem a necessidade de intermediação via PSTI.