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Resiliência corporativa impulsiona crescimento, diz estudo

Estudo da Grant Thornton revela que empresas resilientes superam concorrentes e usam IA para impulsionar crescimento.

Not Journal 09 Sep 2026
Foto: Reprodução

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Pesquisa global da consultoria Grant Thornton revela que a maturidade na gestão de riscos deixou de ser apenas uma medida de proteção para se tornar um diferencial competitivo. O levantamento, que ouviu mais de 550 executivos, aponta uma relação direta entre a resiliência organizacional e o desempenho financeiro das companhias.

Os dados mostram que 59% das empresas classificadas como de alto crescimento se consideram muito resilientes ou de classe mundial. Em contrapartida, apenas 19% das organizações de baixo crescimento compartilham dessa mesma percepção. Além disso, 71% das companhias que mais crescem avaliam seu nível de preparação como superior à média do mercado.

A diferença de postura reflete-se também nos investimentos. Enquanto 68% das empresas com baixo desempenho admitem investir menos do que deveriam em resiliência, esse índice cai para 30% entre as líderes de crescimento. Para metade das companhias mais bem-sucedidas, a capacidade de adaptação e resposta a crises é considerada um fator decisivo na conquista de novos negócios.

O estudo destaca ainda o impacto tecnológico. Organizações resilientes têm o dobro de probabilidade de enxergar a Inteligência Artificial (IA) como uma ferramenta para impulsionar novos produtos e modelos de negócio. Segundo Daniel Maranhão, CEO da Grant Thornton no Brasil, a IA já integra a agenda corporativa de forma concreta, tendo como principal desafio a transformação de projetos-piloto em impacto em escala.

O executivo ressalta que a gestão de crises passou a integrar a estratégia central das companhias. Empresas preparadas conseguem responder mais rapidamente às mudanças do mercado, investir com maior segurança e acelerar seus processos de transformação, afirma Maranhão. A pesquisa desafia a visão tradicional de que a mitigação de riscos representa apenas um custo, consolidando-a como um investimento estratégico para a inovação e a tomada de decisão.

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