Reino Unido avalia adiar meta de gastos militares para 2027
Governo britânico avalia postergar divulgação de plano de aumento de gastos militares para outubro de 2027.
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O primeiro-ministro Andy Burnham considera adiar a apresentação do roteiro detalhado sobre o aumento dos gastos militares, inicialmente esperada para a primavera de 2027. Segundo reportagem do jornal The Times, a nova 'premissa de trabalho' aponta para outubro do mesmo ano, permitindo ao governo avaliar sua posição econômica e buscar fontes de financiamento, como cortes de despesas ou elevação de impostos.
Atingir a meta intermediária de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) exigiria um aporte adicional de 17,3 bilhões de libras (cerca de 22,9 bilhões de dólares). Atualmente, o Plano de Investimento em Defesa já apresenta uma lacuna financeira de 4,7 bilhões de libras. O Reino Unido mantém o compromisso de alcançar 3,5% do PIB em gastos com defesa até 2035, meta estabelecida pela OTAN.
O cenário de segurança global tem pressionado o governo britânico, evidenciado pela recente retirada de bombardeiros norte-americanos de uma base na Inglaterra após ameaças. A gestão anterior, de Keir Starmer, enfrentou instabilidade política e renúncias de ministros devido a divergências sobre o financiamento do setor.
Apesar das informações divulgadas, um porta-voz do Ministério das Finanças negou o adiamento, classificando-o como 'puro rumor e especulação', e afirmou que a data da Revisão Orçamentária ainda não havia sido definida. O ministro das Finanças, John Healey, apresentará seu primeiro orçamento no dia 28 de outubro de 2026. Em setembro, o secretário de Defesa, Wes Streeting, destacou a necessidade de uma indústria de defesa forte e soberana para fortalecer a dissuasão do país.