Regulação de fintechs no Brasil passou do ponto, diz ex-BC
Ex-dirigente do BC aponta necessidade de maior supervisão para empresas financeiras inovadoras.
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O ex-diretor de política monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, avalia que o modelo de regulação flexível para novas empresas financeiras cumpriu seu papel, mas agora exige maior supervisão governamental.
A declaração foi feita na terça-feira (6), durante a sexta edição do evento Klavi Day. Figueiredo, que atuou no BC entre 1999 e 2003 e atualmente é conselheiro da empresa de inteligência de dados Klavi, destacou que a abertura do mercado foi extraordinária para o desenvolvimento e a competição no sistema financeiro. No entanto, ele pondera que as fintechs estão atualmente com pouca regulação.
Segundo o ex-diretor, a estratégia inicial foi bem-sucedida ao permitir que startups se transformassem em grandes competidores, citando a XP como um exemplo de empresa que se tornou gigante no setor. Apesar do sucesso passado, Figueiredo foi categórico ao afirmar que não é possível esperar que essas instituições permaneçam com as regras atuais, ressaltando que a flexibilidade passou muito do ponto.
Embora não exista um prazo oficial ou medida regulatória específica anunciada pelas autoridades no momento, o ex-diretor projeta que a ampliação das regras para o setor é um movimento inevitável. Para ele, o mercado financeiro brasileiro caminha naturalmente para um cenário onde essas empresas terão que se adequar a um nível mais alto de exigências e supervisão.