Primeira-ministra do Japão promete rigor fiscal ao mercado
Premiê promete rigor fiscal e agilidade em resposta a instabilidades, mesmo com dívida pública recorde.
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A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, comprometeu-se em 5 de outubro de 2026 a controlar a emissão de títulos de dívida pública e a agir com rapidez diante de instabilidades financeiras. A declaração, feita durante o primeiro dia de uma sessão extraordinária do Parlamento, busca tranquilizar os investidores em meio a preocupações com a deterioração das finanças do país e a alta nos rendimentos dos títulos.
O Japão detém atualmente a maior dívida pública entre as economias desenvolvidas, superando o dobro do tamanho de seu Produto Interno Bruto (PIB). A administração de Takaichi tem sido alvo de críticas do mercado financeiro devido a planos de gastos considerados expansionistas, que visam o crescimento econômico, mas geram incertezas sobre a sustentabilidade fiscal.
Em dezembro de 2025, o governo japonês aprovou um orçamento recorde de 122,3 trilhões de ienes para o ano fiscal de 2026, em uma tentativa de equilibrar estímulos e controle do endividamento. Após obter uma vitória eleitoral expressiva em fevereiro de 2026, a premiê consolidou seu mandato para implementar uma agenda de suporte ao custo de vida, o que mantém o foco dos investidores sobre a trajetória da dívida nacional.
Durante seu discurso aos parlamentares, Takaichi afirmou que, quando a economia e os mercados apresentarem movimentos inesperados, o governo analisará o impacto e responderá com agilidade. A primeira-ministra também defendeu que o país deve tomar a iniciativa de fortalecer fundamentalmente suas capacidades de defesa. Como próximo passo, a administração continuará monitorando as condições econômicas para definir o volume da emissão anual de títulos, levando em conta a evolução das taxas de juros.