Petróleo cai com alívio na oferta, mas mantém piso de US$ 100
Oferta global alivia pressão, mas Brent e WTI seguem acima de US$ 100 com manobras sauditas.
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Os preços do petróleo encerraram a sessão desta quinta-feira (17) em queda, impulsionados por sinais de alívio na oferta global, embora as cotações tenham se mantido acima da marca de US$ 100 por barril. O movimento reflete as manobras da Arábia Saudita para contornar recentes interrupções logísticas.
No fechamento do mercado, o petróleo tipo Brent registrou recuo de 0,95%, cotado a US$ 104,82 por barril, com uma perda de US$ 1,01. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caiu 0,5%, encerrando o dia a US$ 101,91 por barril, uma redução de 52 centavos. Ambos os índices já haviam apresentado quedas de aproximadamente 3% na sessão anterior.
A desvalorização ocorreu após relatos de que a Arábia Saudita está oferecendo cargas adicionais a refinarias asiáticas por meio de transferências entre navios na costa do porto de Sohar, em Omã. A estratégia visa mitigar as preocupações do mercado após ataques com drones paralisarem parte da infraestrutura energética do país na semana anterior.
De acordo com Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade, o recuo em relação às máximas semanais também foi influenciado por declarações de autoridades americanas. O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, sinalizou que a operação do oleoduto Leste-Oeste saudita deve ser retomada mais rapidamente do que o previsto. A expectativa é que o país consiga restaurar cerca de metade da capacidade do duto em poucos dias.
O mercado de energia global enfrenta um período de forte instabilidade desde fevereiro de 2026, quando ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã elevaram as tensões no Oriente Médio. O cenário é agravado pelos constantes confrontos na fronteira entre a Arábia Saudita e os rebeldes houthis do Iêmen, mantendo o risco geopolítico elevado e sustentando os preços do barril em patamares historicamente altos.