Pausa no Drex leva mercado a testar tokenização de forma autônoma
Mercado avança em tokenização de ativos com 51 instituições, mesmo sem Drex, buscando superar fragmentação e viabilizar negociações com stablecoins.
Foto: Reprodução
Com a paralisação no desenvolvimento da moeda digital do Banco Central, a Anbima conduz um projeto piloto com 51 instituições para simular o ciclo de vida de debêntures e fundos.
A iniciativa busca estabelecer padrões técnicos e regras de governança para o setor financeiro, com o objetivo de superar a atual fragmentação do ecossistema. Os testes demonstram que a emissão e negociação de ativos digitais não dependem tecnicamente do Drex, podendo ser viabilizadas por meio de stablecoins atreladas ao real.
Apesar dos avanços práticos, o mercado ainda enfrenta obstáculos estruturais. A expansão da tecnologia esbarra na necessidade de maior clareza regulatória, especialmente no que diz respeito à criação de normas específicas e ao reconhecimento jurídico formal dos registros realizados em redes blockchain (on-chain).
Para as próximas etapas, o foco das instituições participantes é fomentar a liquidez do sistema. A estratégia envolve o aumento do volume de stablecoins em circulação e a ampliação das negociações de ativos tokenizados, buscando consolidar o uso real da ferramenta no ambiente financeiro brasileiro.
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