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Países liberam 325 milhões de barris de petróleo, aponta IEA

Reservas estratégicas de petróleo são liberadas para tentar estabilizar mercado global em meio a tensões geopolíticas.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

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A Agência Internacional de Energia (IEA) divulgou que seus países-membros já disponibilizaram 325 milhões de barris de petróleo e derivados de suas reservas estratégicas. O volume, anunciado no sábado (3), corresponde a pouco mais de 80% da meta de 400 milhões de barris estabelecida em março de 2026.

A liberação dos estoques de emergência tem como objetivo frear a escalada dos preços dos combustíveis e prevenir o desabastecimento em meio a um cenário de crise global. O mercado de energia enfrenta pressões decorrentes de conflitos geopolíticos, como as tensões entre os Estados Unidos e o Irã, que afetam o Estreito de Ormuz, e a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Em comunicado, a IEA destacou o progresso da medida: "Cerca de 325 milhões de barris da ação coletiva anunciada pela AIE em 11 de março já foram liberados até agora, o que representa 80% dos 400 milhões de barris prometidos inicialmente". Os dados foram apresentados pelo diretor-executivo da agência, Fatih Birol, durante uma reunião por videoconferência.

Na sexta-feira (2), véspera do balanço da IEA, o G7 — grupo formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido — anunciou uma nova liberação coordenada de 100 milhões de barris de petróleo bruto e diesel. A reunião do grupo foi convocada pelo presidente francês, Emmanuel Macron.

Ainda não está claro se o novo volume anunciado pelo G7 integra o compromisso original de março, do qual restariam 75 milhões de barris para atingir a meta, ou se trata de uma medida adicional que elevaria o total para 500 milhões de barris. A distribuição dessa nova cota terá início imediato e ocorrerá ao longo de quatro meses, com uma parcela significativa de diesel prevista para os primeiros 20 dias.

Os impactos da crise energética já são percebidos pelos consumidores. No Reino Unido, por exemplo, o preço do diesel chegou ao equivalente a duas libras por litro (cerca de R$ 14) na sexta-feira (2), evidenciando a urgência das medidas adotadas pelas potências globais.

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