OpenAI transfere o risco jurídico do Sora 2 para os próprios usuários
Após a enxurrada de conteúdos ilegais e processos em preparação, a empresa atualizou seus termos: qualquer uso indevido agora é culpa do usuário — não da OpenAI.
Com o Sora 2, a OpenAI joga nos usuários a responsabilidade por violações de direitos autorais
O lançamento do Sora 2, novo gerador de vídeos da OpenAI, mal completou uma semana e já se tornou o aplicativo mais baixado do mundo. Mas a euforia inicial deu lugar a uma tempestade jurídica que ameaça abalar a empresa liderada por Sam Altman.
Segundo fontes próximas, o modelo foi treinado com imagens e trechos de praticamente toda a produção audiovisual moderna — de filmes e séries a animações famosas — sem licenciamento direto de estúdios ou detentores de direitos autorais. O resultado? Uma enxurrada de conteúdos virais com personagens como Mario, Pikachu e SpongeBob em situações bizarras — e, em alguns casos, ilegais.
Em apenas 48 horas, o Sora 2 alcançou o topo das lojas de aplicativos, superando TikTok e Instagram em downloads. Internamente, funcionários comemoravam: “Os usuários estão fazendo exatamente o que planejamos”, teria dito um executivo da OpenAI. A nova rodada de investimentos elevou a avaliação da empresa a US$ 500 bilhões.
Mas o sucesso durou pouco. Disney, New York Times e outros grandes conglomerados começaram a preparar ações judiciais contra a companhia, acusando-a de violar propriedade intelectual em escala massiva.
A resposta da OpenAI veio com uma atualização emergencial: uma nova tela de termos de uso que transfere toda a responsabilidade legal para os usuários. Ao usar o Sora, cada pessoa agora declara possuir todos os direitos sobre qualquer material enviado — e aceita ser banida permanentemente em caso de violação.
Críticos chamaram a medida de “uma manobra jurídica elegante”, que isenta a empresa de responsabilidade enquanto coloca criadores e consumidores na linha de frente de possíveis disputas.
Usuários que tentaram deletar suas contas descobriram outro problema: a exclusão do Sora também apaga o acesso ao ChatGPT, removendo histórico, dados e até o direito de criar novas contas com o mesmo e-mail ou telefone.
No blog oficial, Sam Altman escreveu apenas: “Use com responsabilidade :)”.