NG.Cash levanta US$ 15 mi e projeta R$ 1 bi em crédito
Fintech para Geração Z amplia crédito e planeja expansão internacional com aporte milionário.
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A fintech brasileira NG.Cash, focada no público da Geração Z, anunciou a captação de US$ 15 milhões em uma nova rodada de investimentos. O aporte foi liderado pela Blockchain Capital, fundo global especializado em infraestrutura financeira e ativos digitais. Com o novo montante, a empresa ultrapassa a marca de US$ 65 milhões captados desde a sua fundação, em 2021.
Os recursos serão direcionados para a expansão da oferta de crédito da instituição, que estabeleceu a meta de alcançar R$ 1 bilhão em volume originado até o final de 2027. Além disso, o capital financiará o desenvolvimento de produtos voltados a ativos digitais e stablecoins, bem como o início da expansão da marca para outros países da América Latina.
Parte estratégica do investimento envolve a adequação às novas normas do Banco Central (BC) para empresas de ativos virtuais. A NG.Cash planeja protocolar o pedido de licença de Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV) junto ao órgão regulador até o fim de outubro de 2026. A empresa já detém as licenças de Instituição de Pagamento (IP) e de Sociedade de Crédito Direto (SCD), esta última adquirida da BizCapital no ano anterior.
Mário Augusto Sá, cofundador e CEO da NG.Cash, destacou que o foco em crédito atende a uma demanda do mercado. Segundo ele, assim como houve a necessidade de acesso a contas digitais para jovens há cinco anos, hoje a prioridade é oferecer crédito inteligente para auxiliar no início da vida adulta. O executivo também ressaltou que as novas exigências do BC buscam afastar do mercado financeiro empresas descapitalizadas, exigindo maior solidez e governança dos competidores.
A fintech, que conta com mais de 10 milhões de contas, acelerou sua estratégia de crédito em 2026 com o lançamento de produtos como o 'Pix Crédito' e o 'Crédito CLT' (consignado privado). Para sustentar essa operação, a empresa planeja estruturar um Fundo de Investimento em Direito Creditório (FIDC) em 2027.
Kinjal Shah, General Partner na Blockchain Capital, afirmou que o fundo buscou fora dos Estados Unidos a próxima geração de fintechs capazes de definir categorias, apontando o Brasil como um mercado promissor para o surgimento dessas empresas.