Nasdaq e S&P 500 recuam de recordes com alta no petróleo
Mercados acionários americanos cedem de picos históricos com avanço de juros e cotação do petróleo.
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Índices americanos operam em baixa após atingirem máximas históricas na véspera, pressionados por rendimentos de títulos e preço do barril de Brent.
Os índices Nasdaq e S&P 500 registraram recuo no pregão desta quarta-feira (7), afastando-se das máximas históricas alcançadas no dia anterior. O movimento de baixa foi impulsionado pela alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pelo avanço nos preços do petróleo, que voltaram a superar a marca de US$ 100 o barril.
Durante o dia, o S&P 500 apresentou queda entre 0,4% e 0,65%, após ter fechado em um recorde de 7.818,93 pontos na terça-feira (6). O Nasdaq, que havia atingido a marca inédita de 27.599,79 pontos na véspera, operou com recuo entre 0,6% e 0,82%. O Dow Jones também acompanhou a tendência negativa, chegando a registrar perdas superiores a 1% em determinados momentos.
A pressão sobre as ações reflete preocupações com a oferta de petróleo no Oriente Médio, que elevaram o preço do barril de Brent. Simultaneamente, os rendimentos dos Treasuries subiram a níveis não vistos desde 2002. O título de 10 anos atingiu cerca de 5,35%, enquanto o de 30 anos chegou a aproximadamente 5,72%.
O recuo é avaliado por especialistas como um movimento de realização de lucros, após o otimismo recente com o setor de inteligência artificial e as expectativas de crescimento nos lucros corporativos do terceiro trimestre. Empresas como Nvidia, Micron Technology, AMD e Marvell Technology estiveram no radar dos investidores nos últimos dias.
Peter Cardillo, economista-chefe de mercado da Spartan Capital Securities, destacou que o mercado foca na ata do Federal Reserve (Fed), mas a direção do dia é ditada pelo petróleo e pelos rendimentos. Daniela Hathorn, analista sênior da Capital.com, acrescentou que os investidores reavaliam o equilíbrio entre as expectativas de lucros e a nova alta nos rendimentos dos títulos.
O mercado aguarda a divulgação da ata da reunião de setembro do Fed, prevista para a tarde desta quarta-feira, em busca de sinalizações sobre a trajetória das taxas de juros. Além disso, um leilão de US$ 39 bilhões em títulos do Tesouro de 10 anos também está no radar dos investidores.