Mercado reduz IPCA de 2026 para 5% e eleva projeção do PIB
Expectativas do mercado para 2026 apontam inflação próxima a 5% e leve alta no PIB, com juros e dólar estáveis.
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O mercado financeiro ajustou suas expectativas para a economia brasileira, reduzindo a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026 de 5,01% para 5,00%. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o mesmo ano teve leve alta, passando de 1,92% para 1,93%.
Os dados constam no Boletim Focus, divulgado nesta terça-feira (8) pelo Banco Central. A publicação ocorreu um dia após o habitual devido ao feriado do Dia da Independência. Esta é a segunda semana consecutiva de queda na estimativa da inflação para 2026, embora o índice projetado permaneça acima do teto da meta oficial, que é de 3,00% com tolerância de até 4,50%.
Para 2027, a expectativa do IPCA subiu ligeiramente, de 4,28% para 4,29%. Outros indicadores importantes foram mantidos: a projeção para a taxa Selic ao final de 2026 segue em 13,75% ao ano, e a estimativa para o dólar permaneceu em R$ 5,20.
A revisão das projeções ocorre em um cenário de desaceleração da atividade econômica. O PIB do segundo trimestre de 2026 registrou alta de 0,5%, abaixo do avanço de 1,1% observado no primeiro trimestre. O mercado monitora os efeitos da taxa básica de juros elevada e a pressão de preços de commodities em meio a incertezas geopolíticas.
Apesar do cenário desafiador, a inflação oficial apresentou sinais de alívio recente, com o IPCA-15 de agosto registrando deflação de 0,4%. Os próximos indicadores aguardados são os dados fechados do IPCA de agosto, que serão divulgados pelo IBGE na sexta-feira (11), e a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 15 e 16 de setembro.