Canadá inicia retaliação e taxa US$ 20 bi em produtos dos EUA
Canadá responde a tarifas americanas com impostos sobre bens dos EUA após negociações falharem.
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Medida entra em vigor após fracasso nas negociações comerciais entre os dois países e atinge setores como aço, laticínios e eletrônicos.
O Canadá começou a aplicar nesta terça-feira (8) um pacote de tarifas de retaliação sobre produtos importados dos Estados Unidos. A medida, que entrou em vigor à 00h01 (horário de Nova York), atinge aproximadamente US$ 20 bilhões (cerca de 27,6 bilhões de dólares canadenses) em mercadorias americanas, com alíquotas que variam entre 15%, 25% e 50%.
A lista de produtos afetados inclui mais de 700 categorias, concentrando-se em setores estratégicos como aço, laticínios, eletrodomésticos, equipamentos agrícolas, celulose, papel e eletrônicos. Para mitigar os impactos internos, o governo canadense anunciou um pacote de 7,5 bilhões de dólares canadenses destinado a apoiar os setores e trabalhadores afetados pela disputa comercial.
A retaliação canadense é uma resposta direta à decisão do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, que em 22 de agosto impôs tarifas de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses. O impasse ocorreu após o colapso das negociações comerciais em agosto. Segundo o Canadá, as exigências americanas eram inaceitáveis, incluindo restrições à capacidade do país de negociar com outras nações e questões relacionadas à proteção da língua francesa.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, defendeu a medida afirmando que o país está protegendo seus interesses. 'Nosso objetivo sempre foi garantir o melhor acordo possível para os canadenses, nunca um acordo a qualquer preço ou dentro de qualquer prazo', declarou Carney, ressaltando que as tarifas são necessárias para proteger os trabalhadores, embora o país não acredite em escalar a guerra comercial.
Do lado americano, o Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, responsabilizou o Canadá pelo fracasso das conversas. Em agosto, Greer afirmou que o país vizinho se recusou a finalizar o acordo sob os termos previamente estabelecidos, alegando que novas demandas canadenses desequilibraram as negociações. Até o momento, não há novas rodadas de negociações agendadas entre os dois governos.