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Petróleo atinge US$ 97 com escalada militar entre EUA e Irã

Conflito no Oriente Médio eleva cotações do barril a patamares de seis semanas, com receio de impacto no suprimento global.

Not Journal 08 Sep 2026
Foto: Reprodução

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A tensão no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo nesta segunda-feira (7), levando o barril ao maior patamar em seis semanas. O mercado reage aos recentes ataques envolvendo forças dos Estados Unidos e do Irã no Golfo Pérsico, que ameaçam o fornecimento global de energia.

O barril do tipo Brent encerrou o dia cotado a US$ 97,31, um avanço de 1,07%, após registrar uma máxima intradiária de US$ 98,06. Já o petróleo WTI fechou em US$ 92,65 por barril, com alta de 1,3% e pico de US$ 93,29 durante a sessão.

A alta reflete o temor de interrupções no tráfego pelo Estreito de Ormuz, via estratégica responsável pelo escoamento de 20% a 30% do petróleo mundial. No último fim de semana, os EUA atacaram três petroleiros iranianos em retaliação ao lançamento de mísseis balísticos do Irã contra navios de guerra americanos. O conflito entre os dois países vem se intensificando desde o fim de fevereiro, quando EUA e Israel realizaram ataques contra o território iraniano.

A empresa de inteligência marítima Marisks destacou a mudança no padrão do conflito. Segundo a consultoria, petroleiros comerciais estão sendo utilizados como instrumentos de pressão econômica recíproca, o que enfraquece a distinção entre confronto militar e transporte marítimo comercial. Instalações da estatal saudita Saudi Aramco em Jizan também foram atingidas recentemente.

Autoridades dos dois países trocaram ameaças públicas. O chefe do Comando Central dos EUA, Brad Cooper, afirmou que ataques a navios americanos resultarão em custos econômicos maiores para o Irã. Em resposta, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou que as retaliações serão 'mais rápidas, mais duras e mais dolorosas'.

A crise ocorre no momento em que a Opep+ decidiu manter os níveis de produção para outubro, interrompendo uma sequência de seis meses de aumentos. Nos próximos dias, o governo iraniano deve anunciar planos para uma nova zona restrita no Golfo Pérsico e aprovar mapas de um novo corredor de navegação pelo Estreito de Ormuz, segundo Mohsen Rezaei, autoridade de alto escalão de segurança do país.

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