Impacto da IA faz fundos reavaliarem teses de investimento
Inteligência artificial força fundos a repensar investimentos e exige mais diferenciação de startups para evitar virarem meras funções.
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O avanço rápido da Inteligência Artificial está forçando gestores de fundos de Venture Capital (VC) a repensarem suas estratégias de alocação de recursos. A tecnologia, capaz de acelerar processos e reduzir custos, também traz um risco existencial para novos negócios, exigindo maior cautela do mercado.
Durante o evento "VC Day", realizado na última quarta-feira (16), representantes do Itaú Ventures e de outros fundos destacaram que muitas startups correm o risco de se tornarem meras funcionalidades de plataformas maiores. A facilidade com que produtos podem ser lançados e replicados atualmente aumenta a taxa de mortalidade das empresas iniciantes, alterando a dinâmica competitiva do setor.
O debate sobre o novo cenário reuniu líderes da Canary, Norte Ventures e fundos da Vivo, além do Itaú. O encontro foi organizado pela Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) e pela ApexBrasil, em parceria com o Cubo Itaú, evidenciando a preocupação generalizada com a sustentabilidade dos modelos de negócios frente à inovação tecnológica.
Como consequência direta dessa transformação, os investidores estão adotando uma postura de maior seletividade. A viabilidade de projetos que antes eram considerados inovadores agora passa por um escrutínio mais rigoroso, exigindo que os empreendedores demonstrem diferenciais competitivos que não possam ser facilmente absorvidos por ferramentas automatizadas.