Governo Milei registra queda de 32 mil empresas na Argentina
Queda de 32 mil empresas empregadoras na Argentina atinge menor patamar desde 2007, afetando comércio e indústria.
Foto: Reprodução
A Argentina apresentou uma redução de 32.290 empresas empregadoras desde o início do governo de Javier Milei, no final de 2023. Os dados, divulgados em 10 de outubro de 2026, apontam para o menor nível de empresas ativas no país desde julho de 2007.
De acordo com a Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT), o número de empregadores registrados caiu de 512.357 em novembro de 2023 para 480.067 em julho de 2026. A retração de 6,3% marca o 18º mês consecutivo de queda no indicador.
A SRT ressalta que os números referem-se a empregadores com pelo menos um trabalhador formalmente registrado. A diminuição não indica necessariamente o fechamento definitivo de todas as unidades, podendo refletir reorganizações societárias, mudanças cadastrais ou empresas que deixaram de ter funcionários formais.
O cenário econômico argentino impõe desafios à manutenção das atividades empresariais, com destaque para o consumo enfraquecido, alta carga tributária, dificuldades de acesso a crédito e custos elevados de energia e logística. Analistas indicam que pequenas e médias empresas dos setores de comércio, indústria e construção são as mais afetadas.
Apesar da retração geral, alguns segmentos da economia argentina demonstram resiliência. Setores como mineração, energia e agronegócio têm registrado dados positivos de investimento e expansão durante o período analisado.
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