Pular para o conteúdo

Gastos eleitorais injetam R$ 2,3 bi e aquecem setor gráfico

Campanhas eleitorais injetam bilhões na economia, aquecendo gráfica e serviços com foco em material impresso.

Not Journal • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

As campanhas eleitorais de 2026 já movimentaram mais de R$ 2,3 bilhões na economia brasileira desde o início oficial, em 16 de agosto. O montante, registrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem impulsionado a criação de vagas temporárias e aquecido setores específicos, com destaque para a indústria gráfica e o aluguel de equipamentos.

Do total desembolsado pelos candidatos até o momento, a maior fatia foi destinada à produção de materiais impressos, que consumiu R$ 512 milhões. Em seguida, aparecem a prestação de serviços por terceiros, com R$ 373 milhões, e o impulsionamento de conteúdos digitais, que demandou R$ 253 milhões. Os recursos são provenientes, em grande parte, do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), fixado em R$ 4,9 bilhões pelo Congresso Nacional para este ano.

Apesar do avanço das plataformas digitais, o material físico retomou força nesta eleição. Segundo Julião Flaves Gaúna, presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Nacional), o cenário atual difere do pleito anterior. Ele destaca que, há quatro anos, houve uma forte migração para o meio digital em detrimento do papel. Agora, a entidade estima um aumento de 15% na demanda por material impresso, representando uma mudança que favorece diretamente as empresas do segmento.

Para o pleito cujo primeiro turno ocorre em 4 de outubro, o TSE manteve os mesmos limites de gastos aplicados nas eleições de 2022. A decisão, relatada pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, baseou-se na ausência de alterações legislativas e na necessidade de preservar o equilíbrio financeiro da disputa. Para o cargo de presidente da República, por exemplo, o teto estabelecido é de pouco mais de R$ 133 milhões, considerando a soma dos dois turnos. A expectativa é que o volume de despesas declaradas cresça ainda mais na reta final da votação.

Compartilhar