Fed descarta inflação como motor de alta nos títulos dos EUA
Fed avalia que alta em títulos do Tesouro reflete crescimento econômico e IA, não receio de inflação.
Foto: Reprodução
O recente aumento nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos de 10 anos, que atingiram máximas de 24 anos, é reflexo de um crescimento econômico robusto e de investimentos em inteligência artificial, não de temores inflacionários. A avaliação foi feita pelo governador do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, em 13 de outubro de 2026.
Durante um evento da Bloomberg em Mumbai, na Índia, Waller destacou que as expectativas de inflação no país permanecem bem ancoradas. Segundo o dirigente, a alta nas taxas de rendimento, que se aproximam de 5,2%, está atrelada a fatores de crescimento real. "As expectativas de inflação estão bem ancoradas, portanto, todo esse aumento não se deve a um prêmio de inflação. Não é daí que vem", afirmou.
Outro ponto abordado pelo governador foi a mudança na percepção global sobre a dívida pública americana. Waller citou pesquisas acadêmicas que indicam a perda de parte do status de ativo de refúgio dos títulos dos EUA nos últimos dois anos. Essa redução na demanda de conveniência teria adicionado entre 50 e 70 pontos-base aos rendimentos atuais.
O cenário ocorre enquanto o mercado financeiro precifica a possibilidade de novas altas nas taxas de juros americanas para controlar a inflação, dependendo dos próximos dados econômicos. O Fed, por sua vez, mantém uma postura de monitoramento contínuo da atividade econômica e dos impactos geopolíticos.
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