Expansão da IA faz UBS recomendar ativos reais até 2027
IA impulsiona demanda por bens físicos, que se tornam refúgio estratégico e diversificador até 2027.
(Reprodução/Investing BR Economia)
O avanço da inteligência artificial está reconfigurando as estratégias de investimento globais. Em relatório recente, o banco UBS apontou que ativos reais, como commodities, infraestrutura e imóveis, representam uma aposta estratégica sólida para os investidores com horizonte até 2027.
A recomendação, elaborada pelo Chief Investment Office (CIO) da instituição, baseia-se na crescente necessidade de suporte físico para as novas tecnologias. Segundo a análise, a expansão da IA impulsiona diretamente a demanda por data centers, redes de eletricidade e infraestrutura de energia, tornando os bens físicos essenciais para o funcionamento do ecossistema digital.
Além do potencial de valorização atrelado à tecnologia, o UBS destaca o papel desses ativos na proteção das carteiras. Os ativos reais funcionam como diversificadores eficientes, uma vez que as commodities apresentam correlação relativamente baixa com os mercados tradicionais. Da mesma forma, a infraestrutura privada mostra baixa correlação com portfólios convencionais, compostos tipicamente por 60% de ações e 40% de títulos.
Os ativos reais são definidos pelo relatório como bens físicos cujo valor deriva de suas características e utilidade prática. Ao unir a demanda estrutural gerada pela inteligência artificial com a capacidade de diversificação, a estratégia do banco sinaliza uma transição na forma como o mercado financeiro busca rentabilidade e segurança nos próximos anos.
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