Endividamento das famílias recua pela primeira vez em 2026
Queda no endividamento familiar em setembro é a primeira do ano, mas inadimplência se agrava entre os mais ricos.
Foto: Reprodução
O percentual de famílias brasileiras com dívidas apresentou queda em setembro, passando de 82% para 81,7%. O recuo marca a primeira redução do indicador no ano de 2026, após uma trajetória de alta que vinha desde dezembro do ano anterior.
Os dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que a inadimplência também recuou, atingindo 29,6%, o menor patamar desde março. No entanto, o comportamento variou conforme a faixa salarial. Entre as famílias que ganham até três salários mínimos, a proporção de contas atrasadas caiu de 38,8% para 38,5%. Já no grupo com renda superior a dez salários mínimos, o índice subiu de 14,9% para 15%.
Apesar da melhora nos índices gerais, a pesquisa acende um alerta para o tempo de atraso dos pagamentos. O período médio em que as dívidas permanecem vencidas subiu pelo segundo mês consecutivo, chegando a 65,3 dias, o maior nível desde novembro de 2024. Além disso, quase metade das dívidas em atraso (48,9%) já superou a marca de 90 dias de vencimento.
Para o presidente do Sistema Sesc-Senac, José Roberto Tadros, a redução atual representa um alívio, mas a manutenção dessa tendência está condicionada a um cenário econômico mais favorável. A expectativa da CNC é que a taxa de endividamento encerre o ano com relativa estabilidade, projetada em torno de 81,5%.
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