Dirigente do Fed cobra juros altos contra inflação persistente
Dirigente do Fed argumenta que juros altos são necessários para frear inflação generalizada e evitar ajustes drásticos.
Foto: Reprodução
A presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack, defendeu nesta segunda-feira (12) a manutenção de uma política monetária restritiva nos Estados Unidos. Durante o encontro anual da National Association of Business Economics (NABE), a dirigente alertou que as pressões inflacionárias no país são amplas e exigem ação firme do banco central.
Conhecida por adotar uma postura rigorosa em relação aos juros, Hammack argumentou que o Fed deve priorizar intervenções ágeis. Segundo ela, é preferível realizar ajustes menores e rápidos na taxa básica do que aguardar e correr o risco de precisar de uma correção drástica no futuro.
Atualmente, a taxa de juros americana encontra-se na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano, após a elevação promovida em setembro, que marcou o primeiro aumento em três anos. A ata dessa última reunião indicou que a maioria dos membros do comitê prevê uma nova alta de 25 pontos-base ainda em 2026, refletindo o temor de que uma mentalidade inflacionária se consolide na economia.
O mercado financeiro agora volta as atenções para os próximos passos da autoridade monetária. O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), do qual Hammack é membro votante, tem sua próxima reunião agendada para os dias 27 e 28 de outubro. Antes disso, a presidente do Fed de Cleveland fará um novo pronunciamento público na quinta-feira (15).
Assine o Not Journal
Receba notícias em tempo real, análises profissionais e acesso ao Terminal Web.
- Notícias dos seus temas
- Terminal no celular
- Aviso de notícia nova
- Temas personalizados
- Terminal Web completo
- Análises profissionais