Desafios do agronegócio exigem ações além de um mandato
Setor rural busca soluções urgentes para endividamento, infraestrutura e imagem internacional com o próximo governo.
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A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) apresentou um conjunto de cinco políticas públicas voltadas a enfrentar gargalos estruturais do setor, alertando que as soluções demandam tempo superior a um ciclo presidencial de quatro anos.
Entre os principais obstáculos apontados estão a baixa adesão ao seguro rural, que cobre apenas 3% da produção nacional, e a alta dependência externa por insumos, com o Brasil importando cerca de 80% dos adubos químicos consumidos no país. Além disso, o déficit de conectividade afeta mais de 1,3 milhão de domicílios rurais que não possuíam acesso à internet em 2024.
Especialistas destacam que o próximo presidente herdará um cenário complexo. O agronegócio lida com o alto custo e o endividamento dos produtores, o que encarece o crédito rural. Somam-se a isso problemas crônicos de infraestrutura, como armazenamento insuficiente e estradas precárias, além dos impactos de eventos climáticos extremos.
Outro ponto crítico é a imagem do setor no exterior, fator que dificulta a abertura e a manutenção de novos mercados internacionais. As propostas da Abag visam orientar a agenda do próximo governo eleito para garantir a competitividade e a sustentabilidade econômica da atividade agropecuária no longo prazo.