Desafios de liquidação e regulação limitam tokenização no país
Mercado discute entraves regulatórios e operacionais para impulsionar ativos digitais no país.
Foto: Reprodução
Em evento promovido pela CVM e pela FGV, executivos do mercado financeiro debateram os principais entraves para a expansão dos ativos tokenizados no Brasil, destacando a ausência de um arcabouço regulatório específico e as dificuldades operacionais na liquidação financeira.
Para lidar com as incertezas, reguladores e entidades têm adaptado seus testes. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu excluir a liquidação financeira do escopo inicial de seu piloto de tecnologia de registro distribuído (DLT), buscando isolar a variável e focar em outros aspectos do mercado. Seguindo uma linha semelhante, a Anbima optou por utilizar uma moeda fictícia em seu próprio piloto, priorizando diferentes etapas do processo de tokenização.
Durante o encontro, realizado no dia 8 de outubro de 2026, representantes de instituições como a B3 ressaltaram a necessidade de aprimorar mecanismos de prevenção e detecção rápida de fraudes. O debate também abordou a chamada fragilidade digital e os desafios de convivência entre a infraestrutura financeira tradicional e o novo modelo tokenizado. O executivo César Carvalho, da ABToken, esteve entre os participantes das discussões.
Como próximos passos, a CVM informou que continuará avaliando novas formas de supervisionar o setor. Os testes seguirão por meio do piloto de DLT e das atividades do Grupo de Trabalho (GTT) de tokenização, com o objetivo de construir um ambiente seguro para a integração dessas tecnologias ao sistema financeiro nacional.
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