Corte de gastos não resolve problema fiscal, diz Marcelo Kayath
Economista aponta que corte de gastos é medida paliativa e defende crescimento econômico para resolver crise fiscal.
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O economista Marcelo Kayath, apontado como possível ministro da Fazenda em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que a redução de despesas públicas é insuficiente para solucionar definitivamente a crise fiscal brasileira. Em entrevista à CNN Brasil na quarta-feira (7), ele defendeu que apenas o avanço da economia trará uma resolução permanente para as contas do país.
A declaração ocorre em meio ao segundo turno da eleição presidencial de 2026, período em que o ajuste fiscal tem dominado os debates econômicos. Ex-diretor do Credit Suisse, Kayath classificou o corte de gastos como uma parada de arrumação. Segundo o economista, essa medida tem caráter temporário e serve para organizar as finanças, criando um ambiente propício para que o Banco Central inicie um ciclo de redução nas taxas de juros.
Para o cotado à equipe econômica do candidato do PL, o ajuste inicial é o passo necessário para que o Brasil volte a acelerar. Ele avalia que o gargalo estrutural não será superado apenas com a tesoura nas despesas, enfatizando que o problema do país só será resolvido com o crescimento econômico.
Projetando o futuro da economia sob essas condições de ajuste prévio e queda de juros, Kayath estimou que o país tem potencial para registrar um avanço anual entre 3% e 4% em um horizonte de um a três anos. Esse ritmo de expansão, de acordo com o economista, seria o verdadeiro motor para alcançar o equilíbrio fiscal de longo prazo.