Copom deve reduzir Selic para 13,75% em semana de Super Quarta
Enquanto o Brasil reduz juros, EUA se prepara para alta em meio a tensões globais.
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Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne nesta semana com expectativa de queda nos juros brasileiros, enquanto o Federal Reserve americano enfrenta pressão para elevar suas taxas.
O mercado financeiro consolidou a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncie, nesta quarta-feira (16), um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros. Caso a previsão se confirme, a Selic passará de 14% para 13,75% ao ano, marcando a quinta redução consecutiva no atual ciclo de flexibilização monetária, iniciado em março de 2026.
A perspectiva de afrouxamento no Brasil é impulsionada por dados favoráveis de inflação. Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,32%, o recuo mais expressivo para um único mês nos últimos quatro anos. Apesar do cenário interno favorável à queda dos juros, o Banco Central, presidido por Gabriel Galípolo, atua com cautela diante de incertezas, como as tensões no Oriente Médio que afetam os preços do petróleo e as preocupações com o quadro fiscal brasileiro.
A semana é marcada pela chamada "Super Quarta", termo utilizado pelo mercado para descrever a coincidência de datas em que o Copom e o Federal Reserve (Fed) definem suas políticas monetárias. Na contramão do Brasil, a autoridade americana lida com pressões inflacionárias acima do esperado e deve elevar os juros. O presidente do Fed, Kevin Warsh, sinalizou recentemente em Jackson Hole que a instituição teria "trabalho a fazer caso a inflação americana continuasse acima da meta", classificando o progresso dos últimos dois anos como modesto.
O cenário nos Estados Unidos também atrai atenção política. No último domingo (13), o presidente americano, Donald Trump, declarou que o país "deveria ter a menor taxa de juros do mundo", contrastando com a provável postura restritiva do Fed. No Brasil, após o anúncio da decisão do Copom na quarta-feira, os fundamentos para o corte serão detalhados na ata da reunião, com publicação agendada para a terça-feira seguinte, dia 22 de setembro.