Café arábica cai à mínima de dois meses com clima favorável
Exportações brasileiras e clima favorável pressionam cotações de café arábica e açúcar para o menor patamar em meses.
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Os contratos futuros do café arábica fecharam em queda nesta quinta-feira (17), atingindo a menor cotação em dois meses e meio. O movimento de baixa, que também afetou os preços do açúcar, foi impulsionado pelo avanço das exportações brasileiras e por condições climáticas positivas nas regiões produtoras.
Na bolsa Intercontinental Exchange (ICE), o arábica encerrou a sessão cotado a US$ 2,765 por libra-peso, o que representa um recuo de 1,8%, ou 5,05 centavos. Durante as negociações, o valor chegou a bater a mínima de US$ 2,7460. O café robusta acompanhou a tendência de queda, recuando 1,1% e fechando a US$ 3.391 por tonelada métrica.
Outro fator que pressionou as cotações foi a recuperação dos estoques certificados na ICE, que subiram pelo segundo dia consecutivo para 247.887 sacas. Segundo Dave Behrends, diretor de operações da Sucafina, a queda do mercado reflete uma combinação de fatores simultâneos, incluindo o aumento das vendas externas do Brasil e o clima favorável tanto no território brasileiro quanto no Vietnã.
Apesar da leve recuperação recente, o volume armazenado na bolsa ainda permanece consideravelmente inferior às 668.874 sacas registradas no mesmo período do ano passado. No Vietnã, principal produtor global da variedade robusta, as chuvas recentes são vistas como benéficas para o desenvolvimento das lavouras, conforme relatado por operadores locais, mantendo a atenção do mercado voltada para a fase de floração nos principais polos produtores.