Banco Mundial e FMI revisam regras de dívida para países pobres
Instituições financeiras globais atualizam regras para analisar endividamento de nações mais vulneráveis.
Foto: Reprodução
Os conselhos executivos do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovaram mudanças no quadro conjunto de avaliação da dívida de países de baixa renda. A medida, anunciada em 21 de setembro de 2026, representa a primeira revisão do sistema desde 2017 e busca adaptar a análise a um cenário econômico global mais complexo.
O chamado Debt Sustainability Framework for Low-Income Countries (LIC-DSF), lançado em 2005, passará a contar com maior rigor na avaliação da dívida interna. O escopo da análise também foi ampliado para incluir desafios de longo prazo, como as mudanças climáticas e as necessidades de desenvolvimento das nações mais vulneráveis.
Entre os refinamentos técnicos aprovados estão a melhoria na medição da capacidade de endividamento dos países e a recalibragem dos limites que sinalizam risco de estresse financeiro. As instituições também introduziram novas ferramentas de avaliação e aprimoraram os testes de estresse, buscando maior consistência nas previsões econômicas.
A revisão foi motivada pelo aumento do endividamento em diversos países de baixa renda e pela mudança nas fontes de financiamento, que passaram a incluir mais empréstimos em condições comerciais. Além das mudanças técnicas, o novo quadro incentiva os países a melhorarem a transparência na divulgação de dados sobre suas dívidas.
Uma avaliação concluída em julho de 2026 indicou que, embora o sistema anterior fosse eficaz para identificar crises de sobreendividamento, ajustes eram necessários para manter a ferramenta adequada ao contexto atual. A expectativa é que o quadro revisado entre em vigor no segundo semestre de 2027.