Banco da Inglaterra cobra planos fiscais críveis de governos
Autoridade monetária britânica cobra de governos planos fiscais que inspirem confiança em meio a turbulência nos mercados.
Foto: Reprodução
O governador do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey, alertou para a necessidade de os governos apresentarem planos fiscais críveis para estabilizar as finanças públicas. O apelo ocorre em um momento de forte pressão sobre os mercados globais de títulos, impulsionada pelo alto endividamento e pelo avanço da inflação.
Durante uma conferência organizada pelo banco central da Turquia em Istambul, nesta quinta-feira (8), Bailey destacou que os recentes movimentos nos mercados financeiros estão distantes da normalidade. A venda generalizada de títulos foi agravada recentemente pela alta nos preços do petróleo, reflexo direto do conflito envolvendo o Irã no Oriente Médio.
O chefe do BoE ressaltou que a política fiscal deve ser voltada para a estabilidade e reconhecida dessa forma pelos investidores. "Qualquer que seja a postura da política fiscal, ela deve ser crível e voltada para a estabilidade, e ser vista como tal pelos mercados", afirmou Bailey, acrescentando que compromissos firmes ajudam a controlar prêmios de risco diante de choques negativos.
As declarações antecedem a apresentação do novo orçamento do Reino Unido, prevista para 28 de outubro de 2026, sob a responsabilidade do ministro das Finanças, John Healey, e do primeiro-ministro, Andy Burnham. O cenário interno britânico já lida com rendimentos de títulos em níveis recordes e uma taxa de juros mantida em 3,75% pelo BoE, que tenta equilibrar o combate à inflação com a redução no ritmo de venda de ativos.
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