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Banco Central aperta o cerco contra bets ilegais no país

Ação ocorre após TCU alertar sobre riscos de lavagem de dinheiro e outras fraudes financeiras.

Not Journal 20 May 2026
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Medida intensifica fiscalização após alerta do TCU sobre riscos financeiros e lavagem de dinheiro.

O Banco Central (BC) intensificou as ações de combate às operações ilegais de casas de apostas esportivas, as chamadas "bets", em resposta a um alerta emitido pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A medida visa coibir a evasão de divisas, a lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros associados a essas plataformas que operam à margem da lei no Brasil.

A decisão do BC reflete uma crescente preocupação das autoridades com a proliferação de sites de apostas não regulamentados, que movimentam bilhões de reais anualmente sem o devido controle fiscal e regulatório. O TCU, em seu relatório, destacou a necessidade urgente de fortalecer a fiscalização sobre essas operações, apontando para os riscos de desvio de recursos públicos e financiamento de atividades ilícitas.

Para ampliar o cerco, o Banco Central está utilizando ferramentas de inteligência artificial (IA) e aprimorando o uso do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Sisbajud, que passou por uma reformulação recente com a implementação de um projeto-piloto, permite o bloqueio judicial automático de contas bancárias, agilizando a recuperação de ativos em casos de fraudes e crimes financeiros. A expectativa é que a nova versão do sistema dificulte ainda mais a movimentação de recursos por parte das bets ilegais.

Além do Sisbajud, o BC também está explorando o potencial do Open Finance para rastrear transações financeiras suspeitas. A iniciativa, que promove a abertura e o compartilhamento de dados entre instituições financeiras, pode facilitar a identificação de fluxos de dinheiro relacionados a atividades ilegais, permitindo uma atuação mais rápida e eficaz das autoridades.

A crescente sofisticação das ferramentas de combate ao crime financeiro, impulsionada pela inteligência artificial e pela tecnologia, representa um avanço significativo na luta contra as bets ilegais. No entanto, especialistas alertam que o desafio é complexo e exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo a colaboração entre diferentes órgãos de fiscalização e a criação de um marco regulatório claro e abrangente para o setor de apostas esportivas.

O mercado de apostas esportivas no Brasil tem crescido exponencialmente nos últimos anos, impulsionado pela popularidade do futebol e pela facilidade de acesso aos sites de apostas. A regulamentação do setor, que está em discussão no Congresso Nacional, é vista como fundamental para garantir a segurança dos apostadores, combater a lavagem de dinheiro e aumentar a arrecadação de impostos.

Enquanto a regulamentação não é aprovada, o Banco Central intensifica seus esforços para coibir as operações ilegais, utilizando as ferramentas disponíveis e buscando novas soluções tecnológicas para rastrear e bloquear os recursos movimentados por essas plataformas. A expectativa é que as medidas adotadas pelo BC contribuam para reduzir os riscos financeiros e proteger a economia brasileira dos impactos negativos das bets ilegais.

A questão da segurança e da identificação dos usuários também é um ponto crucial. Com o avanço do comércio agêntico e a utilização de agentes de IA para realizar transações financeiras, torna-se ainda mais importante garantir a autenticidade das operações e evitar fraudes. A biometria e outras tecnologias de identificação podem desempenhar um papel fundamental nesse processo, reforçando a segurança das transações e dificultando a atuação de criminosos.

O Banco Central, em conjunto com outros órgãos de fiscalização, continuará monitorando de perto o mercado de apostas esportivas e buscando novas formas de combater as operações ilegais. A expectativa é que as medidas adotadas contribuam para criar um ambiente mais seguro e transparente para os apostadores, além de proteger a economia brasileira dos riscos associados a essas atividades.

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