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Balanço de Lula 3 mostra PIB em alta e pressão de juros

Crescimento do PIB e queda no desemprego contrastam com juros altos e endividamento familiar que pressionam o cenário econômico.

Not Journal • • 2 min de leitura
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à reeleição, discursa durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, em 13 de outubro de 2026 (Reuters/Adriano Machado)

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à reeleição, discursa durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, em 13 de outubro de 2026 (Reuters/Adriano Machado)

O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta um cenário econômico de contrastes, marcado pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e queda no desemprego, mas pressionado por juros elevados e endividamento das famílias.

Entre os pontos positivos, destaca-se a redução da taxa de desemprego, que atingiu 5,4% no segundo trimestre de 2026, o menor nível registrado na série histórica. O crescimento do PIB também foi um fator favorável ao longo do governo.

Por outro lado, a política monetária contracionista, caracterizada por juros altos, restringiu a demanda e aumentou o custo tanto da dívida pública quanto das famílias. A dívida bruta do governo geral chegou a 82,9% do PIB em agosto de 2026, o equivalente a R$ 11,1 trilhões, impulsionada de forma significativa pelas despesas com juros.

O cenário de endividamento levou o governo a lançar recentemente a terceira fase do programa Desenrola Brasil (Desenrola Brasil 3.0), medida citada em ações do Ministério do Planejamento e Orçamento, comandado por Bruno Moretti, para tentar mitigar o impacto financeiro sobre a população.

Apesar da melhora inicial no emprego e na renda, o governo Lula 3 enfrentou uma desaceleração do consumo das famílias em 2025. A coordenadora do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), Silvia Matos, avalia que os indicadores agregados escondem diferenças importantes entre os setores da economia e grupos da população. Segundo ela, os resultados positivos não significam que todos sentiram a melhora na mesma medida.

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