Balança comercial tem superávit de US$ 7,7 bi em setembro
Superávit comercial em setembro dispara 146% e supera expectativas, mas projeção anual é revisada para baixo.
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O saldo positivo representa uma alta de 146,4% na comparação com o mesmo mês de 2025. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) também revisou para baixo a projeção anual.
A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 7,741 bilhões em setembro de 2026, informou o MDIC nesta terça-feira (6). O resultado, que ocorre quando as exportações superam as importações, é 146,4% superior ao saldo de US$ 3,139 bilhões registrado no mesmo período de 2025. O número superou as expectativas do mercado, que projetava um saldo positivo entre US$ 7,19 bilhões e US$ 7,35 bilhões.
As exportações somaram US$ 34,418 bilhões no mês, um crescimento de 12,9% na comparação anual. O desempenho foi puxado principalmente pela indústria extrativa, que teve alta de 39,8%, com destaque para as vendas de petróleo bruto e minério de cobre. Já as importações totalizaram US$ 26,678 bilhões, o que representa uma queda de 2,4% em relação a setembro do ano anterior. A corrente de comércio, que soma exportações e importações, atingiu US$ 61,096 bilhões, um avanço de 5,6%.
No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o superávit chegou a US$ 62,396 bilhões, valor 34,8% maior do que o registrado no mesmo período de 2025. Apesar do resultado positivo, o MDIC revisou para baixo a projeção de superávit para o fechamento do ano. A estimativa, que era de US$ 90 bilhões em julho, passou para US$ 84,4 bilhões.
Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, a revisão reflete a acomodação dos preços internacionais de commodities, como o petróleo, após um período de forte alta impulsionado por tensões geopolíticas no primeiro semestre. 'Esse movimento arrefeceu e resultou em uma taxa de crescimento ainda significativa, mas um pouco menor do que o modelo estava captando no primeiro semestre', afirmou.
Outro destaque do mês foram as exportações para os Estados Unidos, que cresceram 31,9% em setembro, mesmo diante das sobretaxas impostas pelo governo americano. No entanto, no acumulado do ano, as vendas para o país norte-americano apresentam um recuo de 6,5%.