Avanço de extremos na Alemanha afasta capital, diz Deutsche Bank
Avanço de extremos ideológicos nas eleições alemãs acende alerta sobre fuga de capital estrangeiro e risco econômico.
Foto: Reprodução
O avanço de partidos políticos situados nos extremos do espectro ideológico durante as eleições estaduais e municipais de setembro de 2026 na Alemanha está gerando preocupação entre investidores estrangeiros. O alerta foi feito por Christian Sewing, diretor executivo do Deutsche Bank, que classificou o cenário como um risco significativo para a economia do país.
Em entrevista ao jornal Bild, o executivo destacou que o desempenho da Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema-direita, e do partido A Esquerda (Die Linke), de extrema-esquerda, pode afastar o capital externo. A AfD obteve vitórias expressivas no leste alemão, como na Saxônia-Anhalt e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, enquanto A Esquerda venceu em Berlim.
Segundo Sewing, o mercado internacional não costuma diferenciar as políticas regionais da política nacional, enxergando a Alemanha como um bloco único. Ele ressaltou que as propostas dessas legendas são desfavoráveis aos negócios. A AfD defende restrições à imigração, o que economistas apontam como um obstáculo para a atração de trabalhadores qualificados. Já A Esquerda propõe a expropriação de imóveis de grandes empresas em Berlim, gerando insegurança jurídica no setor imobiliário.
Diante desse quadro, o CEO do Deutsche Bank cobrou ações do governo liderado pelo chanceler Friedrich Merz. Sewing instou as autoridades a acelerarem reformas estruturais, incluindo a flexibilização das leis de proteção ao emprego, com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios e manter a atratividade econômica da Alemanha no cenário global.
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