Atraso na colheita dos EUA impulsiona preço do milho em Chicago
Preocupações com a colheita e qualidade da safra nos EUA impulsionam alta do milho em Chicago.
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Dados do USDA indicam avanço abaixo do esperado e piora nas condições das lavouras americanas, elevando as cotações na bolsa.
Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) registraram alta expressiva nesta semana. O movimento foi motivado pela divulgação de dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontaram um ritmo de colheita mais lento do que as projeções do mercado. Até o último domingo (4), apenas 23% da safra americana havia sido colhida, índice inferior à expectativa de 26% e à média de 27% registrada nos últimos cinco anos.
Além do atraso, a qualidade das lavouras também gerou apreensão entre os investidores. O USDA reduziu a parcela de milho classificada como "boa ou excelente" de 57% para 54%. Como reflexo direto, o contrato para dezembro de 2026 fechou a terça-feira (6) cotado a US$ 5,08 por bushel, um avanço de 2,16%. Na quarta-feira (7), o viés positivo se manteve, com o contrato operando a US$ 5,08-3/4 por bushel.
O cenário no Meio-Oeste americano, marcado por chuvas recentes que dificultam os trabalhos de campo, levanta dúvidas sobre o volume final da produção. "Parece que a qualidade da safra está se tornando uma questão cada vez mais importante. E não tenho certeza se todos estão convencidos de que os rendimentos sejam tão bons quanto o USDA afirma", avaliou Jim Gerlach, presidente da corretora A/C Trading. Fatores como a demanda externa e a valorização do dólar também influenciam a dinâmica do mercado.
Agora, as atenções do setor agrícola se voltam para o próximo relatório de Estimativas de Oferta e Demanda Agrícola Mundial (WASDE), que será divulgado pelo USDA nesta sexta-feira (9). O documento deve trazer novas revisões sobre o balanço global do grão, ditando os próximos rumos das cotações em Chicago.