Asaas capta R$ 300 milhões via FIDC para antecipar recebíveis
Fintech capta R$ 300 milhões para impulsionar antecipação de recebíveis e auxiliar PMEs.
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A plataforma de gestão financeira Asaas concluiu a captação de R$ 300 milhões por meio de seu terceiro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). A operação, a maior já realizada pela companhia catarinense neste formato, tem como objetivo financiar a antecipação de recebíveis de cartão de crédito para pequenas e médias empresas (PMEs).
Denominado FIDC Asaas III e gerido pela Kanastra, o fundo foi estruturado com R$ 280 milhões em cotas seniores, que receberam classificação de risco AAA pela S&P Global Ratings e foram distribuídas a investidores. Os R$ 20 milhões restantes correspondem a cotas subordinadas, mantidas pelo próprio Asaas como uma camada de segurança para a operação.
A demanda pelo serviço acompanha o crescimento dos pagamentos via cartão de crédito parcelado no varejo. Atualmente, cerca de 30% da base de 300 mil clientes ativos da fintech utiliza a antecipação. Apenas em 2026, a empresa já antecipou R$ 1,4 bilhão, elevando o volume histórico acumulado desde o início da oferta do produto para aproximadamente R$ 3,9 bilhões.
Para o diretor financeiro do Asaas, João Vitor Possamai, a antecipação de recebíveis consolida-se como um instrumento estratégico para os negócios. "Na prática, o cliente usa para equilibrar entradas e saídas, pagar fornecedores, recompor estoque e atravessar sazonalidades", afirma o executivo. A visão é complementada por Manuel Netto, cofundador da Kanastra, que destaca a infraestrutura tecnológica da operação, realizada via API para viabilizar milhares de transações diárias com custo competitivo.
O anúncio, feito nesta segunda-feira (5), marca uma evolução expressiva na estratégia de crédito da companhia sediada em Joinville (SC). O Asaas iniciou suas operações com FIDCs em 2023, com uma captação inicial de R$ 50 milhões, seguida por outra de R$ 100 milhões em agosto de 2025. Com o novo aporte, a fintech reforça sua estrutura de capital para buscar a meta de superar R$ 1 bilhão em receita anual ainda em 2026, projetando alcançar R$ 2 bilhões no ano seguinte.