Anthropic barra espionagem com IA ligada a China e Irã
Relatório da Anthropic revela uso de IA por China e Irã em espionagem contra dissidentes e desenvolvimento de armas.
Foto: Reprodução
A empresa de inteligência artificial Anthropic divulgou um relatório detalhando a interrupção de diversas operações de vigilância e atividades maliciosas conduzidas por atores estatais. As ações, detectadas entre janeiro e julho de 2026, utilizavam os modelos da companhia para monitorar minorias e dissidentes políticos.
De acordo com o documento publicado em setembro, os incidentes têm origem em grupos alinhados a governos da China, do Irã, da Rússia e da África Ocidental. As campanhas de espionagem tinham como alvos principais ativistas pró-democracia de Hong Kong, comunidades tibetanas, membros do Falun Gong e opositores de regimes no exterior.
Além da vigilância direta, a Anthropic bloqueou tentativas de uso de seus sistemas, como o modelo Claude, para o desenvolvimento de armas, incluindo softwares para mísseis e drones, e para a realização de ciberataques. A empresa destacou que a inteligência artificial tem atuado como um multiplicador de capacidade, substituindo forças de trabalho de engenharia e permitindo a execução de tarefas complexas com menos recursos. No caso do Irã, a tecnologia foi empregada para cruzar dados de fontes abertas e monitorar forças navais dos Estados Unidos.
Como resposta às ameaças, a companhia sediada em São Francisco baniu as contas envolvidas e reforçou seus mecanismos de segurança interna. As informações de inteligência coletadas durante o período de monitoramento foram compartilhadas com autoridades e parceiros do setor, com o objetivo de mitigar os riscos emergentes do uso indevido da tecnologia.