Ações judiciais contra o INSS atingem marca de 4,5 milhões
Aumento de 21% em novas ações em um ano revela a busca por benefícios negados na esfera administrativa.
Foto: Reprodução
O volume de processos judiciais movidos contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) chegou a 4,5 milhões no Brasil. Apenas no primeiro semestre de 2026, foram registradas 2,24 milhões de novas ações, um aumento de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior.
De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a maior parte das ações não resulta em ganho para o segurado. Os dados revelam que apenas 19,6% dos pedidos de benefício que chegam ao Judiciário são julgados procedentes. Outros 33% são negados, 18% terminam em acordo e 27,5% são classificados como casos sem solução.
A judicialização contra a autarquia apresenta uma tendência de alta contínua. O número de novas ações passou de 2,99 milhões em 2023 para 3,98 milhões em 2025, acumulando um crescimento de 80,5% em quatro anos. Especialistas avaliam que o aumento das negativas de benefícios na via administrativa impulsiona a busca pelos tribunais.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, defende a atuação do órgão diante do volume de processos. "Não significa que estamos decidindo mal, significa que há muita gente indo à Justiça", afirmou. Para tentar frear esse cenário, o Ministério da Previdência, o INSS e o CNJ firmaram uma parceria para implementar o programa AceleraPrev, focado na redução da litigiosidade previdenciária.
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